*Objetivo Geral da Comunidade Católica Palavra Viva

“Católicos anunciando Jesus ao mundo, evangelizando preferencialmente jovens e famílias, resgatando o sagrado na Igreja, no coração do homem e da mulher, defendendo firmemente o depósito da fé em total obediência à Igreja Particular, ao Magistério da Igreja e ao Santo Padre, Supremo Pastor.”
*Objetivo Geral da Comunidade Católica Palavra Viva

29/05/12

Vaticano publica normas sobre aparições e revelações privadas


VATICANO, 28 Mai. 12 / 09:54 am (ACI/EWTN Noticias)

A Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano publicou as normas que regem a Igreja Católica no mundo para o discernimento dos casos nos quais se fala de aparições e revelações privadas.

No prefácio da nova publicação, o Prefeito da Congregação, Cardeal William Levada, expressa sua "firme esperança" de que estas normas ajudem os líderes eclesiásticos "em sua difícil tarefa" de discernir as aparições, revelações e outros fenômenos extraordinários de possível origem sobrenatural.

Estas normas foram criadas para uso interno em 1978 sob o pontificado de Paulo VI e, até agora, não haviam sido publicadas oficialmente nem traduzidas do latim.

Embora haja numerosas versões não oficiais em circulação, o Cardeal assinala que "parece agora oportuno publicar estas normas, proporcionando traduções nos principais idiomas".

A decisão de publicar estas orientações foi resultado dos trabalhos da comissão instituída há três anos pela Congregação para a Doutrina da Fé para investigar as supostas aparições da Virgem Maria na localidade de Medjugorje na Bósnia-Herzegovina.

Desde 1981, esse lugar se converteu em um popular destino dos peregrinos que ouvem falar de supostas aparições da Virgem (que ainda acontecem) a seis católicos da região.

A comissão de bispos, teólogos e outros peritos que reúne 20 pessoas começou seus trabalhos em março de 2010 depois do pedido do Bispo em cuja diocese está em Medjugorje para investigar estes fatos. Esta é presidida pelo ex-presidente da Conferência Episcopal Italiana e Vigário Emérito para a diocese de Roma, Cardeal Camillo Runi.

As normas estabelecem um processo de três fases que uma autoridade legítima da Igreja deve seguir para chegar a uma decisão sobre as alegações por escrito sobre aparições ou revelações privadas.

Em primeiro lugar, a provável existência de uma aparição ou revelação deve julgar-se "de acordo a critérios positivos e negativos". Esta investigação pode incluir uma avaliação das "qualidades pessoais" dos possíveis videntes, assim como do seu "equilíbrio psicológico, honestidade e retidão na vida moral, sinceridade e docilidade habitual para a autoridade eclesiástica, a capacidade de voltar para um regime normal de uma vida de fé, etc.".

Qualquer possível revelação autêntica também tem que ser "de uma verdade teológica, conforme à doutrina espiritual e imune ao engano" e deve gerar "uma devoção saudável com constante e abundante fruto" como "o espírito de oração, conversão, testemunhos de caridade, etc.".

Em segundo lugar, se as autoridades eclesiásticas locais chegarem a uma primeira conclusão favorável, podem permitir certa devoção pública enquanto prosseguem "observando isto com grande prudência".

Em terceiro lugar, deve chegar-se a um juízo definitivo "à luz do tempo transcorrido e a experiência" considerando particularmente "a fecundidade do fruto spiritual gerado por esta nova devoção".

O Cardeal Levada precisa ademais no prefácio destas normas que, à diferença das revelações públicas, os católicos não estão obrigados a aceitar a veracidade ou conteúdo das revelações privadas, nem sequer aquelas que foram aprovadas pela autoridade eclesiástica competente.

A aprovação eclesiástica "essencialmente significa que sua mensagem não contém nada contrário à fé e a moral". Entretanto, acrescenta o docuemtno, essas revelações privadas podem ter "certo caráter profético" e podem além disso, "introduzir novas ênfases, alentar novas formas de piedade ou aprofundar algumas já existentes".

22/05/12

Novo jogo sobre a vida de Jesus no Facebook leva o Evangelho aos usuários das redes sociais


WASHINGTON DC, 21 Mai. 12 / 07:27 pm (ACI/EWTN Noticias)

A empresa Lightside Games criou o primeiro jogo sobre a vida de Jesus para a rede social Facebook, denominado “The Journey of Jesus: The Calling" (A viagem de Jesus: O Chamado), que permitirá aos usuários "superar obstáculos, cumprir missões e participar de milagres".

Em declarações ao grupo ACI, Brent Dusing, fundador e CEO da Lightside Games, assinalou que "há histórias que precisam ser contadas em jogos, e não há muitos jogos onde se possa fazer realmente coisas boas e positivas desde um ponto de vista cristão".

A empresa teve grande êxito com seu primeiro jogo no Facebook, que abordou a vida de Moisés e contou com mais de 2 milhões de jogadores.

Dusing disse ao grupo ACI que a resposta por parte dos usuários da rede social "foi realmente fenomenal. Acredito que há uma grande quantidade de pessoas que estão realmente famintos por isso, que é o que nossos jogadores nos dizem".

O líder da Lightside Games guarda a esperança de que o novo jogo sobre a vida de Jesus levará o Evangelho a quem, talvez não o conheceria de outra forma.

"Para muitos de nossos jogadores, esta é a única oportunidade que terão para escutar esta mensagem. Sabemos por alguns deles que será a única ocasião que terão para ver esta história".

O jogo segue a vida de Cristo durante seu ministério público, desde o ponto de vista de um personagem cujo nome é obtido a partir do perfil do usuário do Facebook. O jogador compila itens e os troca com seus amigos do Facebook para avançar ao longo da missão de Cristo.

Enquanto que jogo original permitia o usuário jogar como Moisés, "A viagem de Jesus", permite aos jogadores "conectar-se com elementos de emoções humanas reais", ao jogar e interatuar com Jesus com seus próprios nomes.

Apesar de que o jogo esteja destinado a ser entretido, Dusing disse que ele preparou a história a partir da Bíblia, para assegurar de que a mensagem seja correta.

Ao completar uma série de tarefas e desafios, enquanto interatua com os apóstolos e outros jogadores, assim como com Cristo, o usuário pode testemunhar o ministério público de Jesus e participar de sua missão.

"A viagem de Jesus" pode-se jogar gratuitamente, mas há uma opção para comprar materiais para completar o jogo mais rapidamente. Os recursos de alguns itens especialmente desenhados serão doados à Compaixão Internacional (ou Compassion International como é conhecido em inglês), um grupo cristão sem fins lucrativos dedicado a prover ajuda para crianças desfavorecidas em todo mundo.

Cabe esperar que o novo jogo se torne tão popular como o original sobre Moisés, que chegou a todos os continentes, e está disponível em inglês, espanhol, francês, alemão e português.

Para ver o novo jogo visite: https://apps.facebook.com/journeyofjesus/

21/05/12

Bento XVI: Não há nada que a força da oração não consiga

VATICANO, 20 Mai. 12 / 05:24 pm (ACI/EWTN Noticias)

Em suas palavras prévias à oração do Regina Caeli, na Praça de São Pedro, junto a milhares de fiéis, o Papa Bento XVI animou a confiar plenamente na oração ao Senhor para alcançar nossos desejos.

Bento XVI sublinhou que “para alcançar as petições que temos em nosso coração, não há melhor médio que pôr a força de nossa oração naquela coisa que agrada mais a Deus".

"Então, não só dará o que lhe peçamos, que é a salvação mas ainda mais, o que Ele vê que nos convém e embora não o peçamos”.

O Papa assinalou que a Ascensão de Jesus aos Céus, Festa que a Igreja celebra hoje, “proclama não só a imortalidade da alma, mas também aquela da carne".

"Não só confirmados como possuidores do paraíso, mas também penetrados em Cristo nas alturas dos céus”.

O Santo Padre explicou que com o mistério da Ascensão, Deus “nos diz que em Cristo nossa humanidade é elevada às alturas de Deus, e assim, cada vez que oramos, a terra se une ao Céu. E como o incenso, queimando, faz subir para as alturas sua fumaça de suave aroma, deste modo, quando elevamos ao Senhor nossa fervente e confiada oração em Cristo, ela atravessa os céus e alcança o Trono de Deus, escutada por Ele e respondida”.

“Por isso, quando os discípulos viram o Mestre elevar-se sobre a terra e elevar-se às alturas, não invadidos pelo desconsolo, mas pelo contrário, experimentaram um grande gozo e se sentiram impulsionados a pregar a vitória de Cristo sobre a morte. O Senhor ressuscitado atuava neles, distribuiu a cada um deles um carisma próprio, para que a comunidade cristã, em seu conjunto, refletisse a harmoniosa riqueza dos Céus”.

O Papa recordou que Deus depositou em todos um dom, a uns deu o “dom de ser apóstolos, a outros profetas, a outros pregadores do Evangelho, a outros pastores ou mestres”, e “organizou em ordem à edificação do Corpo de Cristo, até que todos cheguemos à plenitude de Cristo”.

Bento XVI indicou que a Ascensão do Jesus se cumpre quarenta dias depois de sua Ressurreição e marca o cumprimento da salvação iniciada pela Encarnação. O Senhor, “depois de instruir pela última vez os seus discípulos, sobe ao céu".

"Mas não se separou de nossa condição; mas com efeito, (...) revelou o destino final de nosso peregrinar terrestre”.

Bento XVI sublinhou que a Ascensão é o último ato de nossa liberação do pecado, e assim como o Senhor “descendeu do Céu por nós, sofreu e morreu na cruz por nós, também ressuscitou e retornou a Deus, por isso não está longe, mas é nosso Deus, Nosso pai”.

Ao concluir a oração do Regina Caeli, o Papa recordou a celebração da Jornada das Comunicações Sociais, cujo tema deste ano é “Silêncio e Palavra: Caminho de Evangelização”.

O Santo Padre indicou que o silêncio “é parte integrante da comunicação, um lugar privilegiado para o encontro com a Palavra de Deus, e com nossos irmãos e irmãs”.

Por isso, o Papa convidou a todos “a orar para que a comunicação, em cada uma de suas formas, sirva sempre para instaurar com o próximo, um diálogo autentico, baseado no respeito recíproco, a escuta e o compartilhar”.

Ao final de sua catequese o Santo Padre dirigiu algumas palavras aos peregrinos lusófonos: “Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, em particular o grupo brasileiro da paróquia Nossa Senhora Aparecida de Piabetá, a quem agradeço o apoio espiritual e material que dão ao meu serviço de Sucessor de Pedro. Sobre todos invoco os dons do Espírito Santo, para serem verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, fazendo jorrar a sua Vida no meio das respectivas famílias e comunidades, que de coração abençôo”.
Parlamentares apresentam recursos para sustar a decisão do STF em relação ao aborto dos anencéfalos


BRASILIA, 18 Mai. 12 / 12:08 pm (ACI)

Em um lapso de poucos dias, deputados brasileiros apresentaram ao Congresso Nacional em Brasília três recursos diferentes visando sustar a decisão do Supremo Tribunal Federal em relação à ADPF 54, que despenalizou o aborto dos bebês diagnosticados com anencefalia ou severa deformação cerebral durante a gravidez, baseando-se no direito à vida garantido pela Carta Magna da nação e pelo fato da Corte brasileira ter atuado fora da área de sua competência, legislando em matérias de defesa da vida.

O primeiro recurso foi entregue na quarta-feira, 9 de maio de 2012, pelo deputado evangélico Marco Feliciano (PSC/SP) que apresentou à Câmara o Projeto de Lei PDC 565/2012, que visa sustar atos normativos do Poder Executivo. Com efeito, se aprovado o projeto sustaria "a aplicação da decisão do Supremo Tribunal Federal proferida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, que declara não ser crime a "antecipação terapêutica de parto" de anencéfalos". O projeto foi aplaudido por pró-vidas em todo o território nacional.

Já na quinta-feira, 10 de maio, os deputados Roberto de Lucena-PV/SP, Salvador Zimbaldi-PDT/SP e João Campos-PSDB/GO, protocolaram na Câmara dos Deputados um Projeto de Decreto Legislativo (PDL), através do qual, propunham “sustar a aplicação da decisão do Supremo Tribunal Federal
proferida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental- ADPF 54”, alegando que o STF não tem competência de legislar contra ou a favor do aborto em nenhuma das hipóteses tipificadas na Constituição ou no Código penal, como também foi reconhecido pelo então presidente do Supremo, o ex-ministro Cezar Peluso, no seu voto em relação à ADPF 54.

Finalmente, no dia 14 de maio, o deputado federal Nazareno Fonteles (PT-PI) apresentou à Presidência do Congresso Nacional um requerimento pedindo igualmente a nulidade da decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou o aborto de fetos anencéfalos aprovando a ADPF54. Segundo o parlamentar o Supremo “vem desrespeitando reiteradamente” o artigo 49 da constituição brasileira que assegura que a função de legislar compete apenas aos membros do Congresso Nacional.

O Requerimento do deputado Fonteles afirma textualmente:
“Senhor Presidente do Congresso Nacional: Requeiro a V. Exa. seja declarada nula, mediante ato conjunto das Mesas do Congresso Nacional, a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF nº 54/DF, que autorizou o aborto de fetos anencefálicos, visando a preservação da competência normativa do Poder Legislativo, nos termos do art. 49, XI, da Constituição Federal de 1988”.

“É difícil de crer, mas o Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, vem desrespeitando reiteradamente essa regra constitucional”, assevera também o texto do requerimento.

“Têm sido cada vez mais frequentes as decisões do Supremo Tribunal Federal sobre matérias que são claramente objeto de decisão do Poder Legislativo. Também tem sido usual se qualificar como omissão inconstitucional do Congresso Nacional quando os legisladores, legitimamente, optam por manter inalterado o ordenamento jurídico vigente”, afirma também o texto do deputado Nazareno Fonteles.

O texto do parlamentar cita um escrito do Dr. Ives Gandra Martins, jurista católico brasileiro, no qual o perito recorda um “dispositivo constitucional que parece esquecido, mas que não lá está por acaso” e que segundo Nazareno Fonteles “chegou o momento de ser aplicado com a necessária eficácia”. “Referimo-nos ao art. 49, que trata das competências exclusivas do Congresso Nacional, inciso XI, que diz: “zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes””, afirma ainda o texto do requerimento do deputado pelo estado do Piauí.

“Segundo Ives Gandra, no mesmo texto: “se o Congresso Nacional tivesse coragem, poderia anular tal decisão, baseado no artigo 49, inciso XI, da Constituição Federal, que lhe permite sustar qualquer invasão de seus poderes por outro Poder, contando, inclusive com a garantia das Forças Armadas (artigo 142, caput) para garantir-se nas funções usurpadas, se solicitar esse auxílio”. Em alguns momentos da vida é preciso ter coragem. O Poder Legislativo deve se mostrar corajoso e deve se respeitar, e só assim será respeitado pela população brasileira e pelos demais Poderes da República”, conclui o requerimento.

Líderes pró-vidas destacaram que é fundamental agora parabenizar os parlamentares autores das propostas enviando mensagens de felicitações a estes deputados que defendem a Constituição brasileira e a vida nascente usando o Disque Câmara: 0800 619 619 (ligação gratuita).

Por outro lado, pedem que todos os defensores da vida, de qualquer religião ou estado brasileiro, escrevam ao deputado Marco Maia pedindo que ele aceite o projeto do Deputado Feliciano de sustar a sentença do STF favorável ao aborto, para o qual antecipam uma forte oposição dentro do Congresso.

O email do deputado Maia é:

dep.marcomaia@camara.gov.br

Os telefones para contatar o parlamentar são:
(61) 3215-5014,
Fax (61) 3215-2014
Bento XVI pede uma nova geração de católicos para renovar à Igreja


VATICANO, 18 Mai. 12 / 10:19 am (ACI/EWTN Noticias)

Ao receber esta manhã a um grupo de Bispos dos Estados Unidos, o Papa Bento XVI alentou a uma nova geração de católicos, sustentados em um forte patrimônio cultural e espiritual, que permita a renovação da Igreja.

Isto indicou o Papa em seu discurso ao último grupo de prelados norte-americanos que realizam sua visita quinquenal ad limina a Roma. Em encontros anteriores, diversos grupos de bispos sublinharam a importância de preservar e fomentar o dom da unidade católica, como condição para o cumprimento da missão da Igreja nos Estados Unidos.

Respondendo a esta preocupação, Bento XVI se referiu em seu discurso à necessidade de incorporar à Igreja nos Estados Unidos o patrimônio de fé e cultura contribuído pelos imigrantes católicos.

O Papa elogiou o trabalho realizado pela Igreja norte-americana para responder ao fenômeno da imigração: "a comunidade católica nos Estados Unidos continua, com grande generosidade, recebendo ondas de novos imigrantes, proporcionar-lhes assistência pastoral e assistência econômica, mas acima de tudo do ponto de vista humano. Assim, isto é de profunda preocupação para a Igreja, uma vez que implica garantir o tratamento justo e a defesa da dignidade humana dos imigrantes.".

A Igreja nos Estados Unidos, disse o Papa, está chamada a "a abraçar, incorporar e cultivar o rico patrimônio de fé e culturas presentes em muitos grupos de imigrantes, incluindo não apenas os de seus próprios ritos, mas também o crescente número de hispânicos, asiáticos e africanos católicos".

"A árdua tarefa de pastoral em promover uma comunhão de culturas dentro de suas igrejas locais deve ser considerada de particular importância no exercício do seu ministério a serviço da unidade".

"Esta diaconia da comunhão implica mais do que simplesmente respeitar a diversidade linguística, promovendo as sadias tradições, e o fornecimento dos necessários programas e serviços sociais. Também exige um compromisso com a pregação contínua, as catequeses e atividades pastorais destinadas a inspirar todos os fiéis num sentido mais profundo da sua comunhão na fé apostólica e sua responsabilidade para com a missão da Igreja nos Estados Unidos", acrescentou Bento XVI.

Bento XVI ressaltou logo que "a imensa promessa e as energias vibrantes de uma nova geração de católicos estão esperando para ser aproveitados para a renovação da vida da Igreja e da reconstrução das camadas da sociedade americana".

Sobre a vida religiosa, o Papa expressou sua "profunda gratidão pelo exemplo de fidelidade e abnegação dado pelos muitos consagrados e consagradas em vosso país, e unir-me a eles em oração neste momento de discernimento espiritual que produzirá frutos abundantes para a revitalização e fortalecimento de suas comunidades em fidelidade a Cristo e à Igreja, bem como aos seus carismáticos fundadores”.

“A necessidade urgente em nosso tempo de testemunhos credíveis e atraentes para o poder redentor e transformador do Evangelho torna-se essencial, para recapturar um sentido de beleza sublime e de dignidade na vida consagrada, rezar pelas vocações religiosas e promovê-los ativamente, enquanto reforçam-se os canais existentes de comunicação e cooperação, especialmente por meio do trabalho do vigário ou delegado para os religiosos em cada diocese”, afirmou.

Quando o Vaticano ordenou uma séria avaliação da vida das religiosas nos Estados Unidos, o Santo Padre reafirmou sua "Em nossas conversas, muitos de vocês falaram de sua preocupação em construir relações cada vez mais fortes de amizade, cooperação e confiança com seus sacerdotes. No presente momento, também, exorto-vos a manterem-se particularmente próximo dos homens e mulheres em suas Igrejas locais que estão empenhados em seguir Cristo sempre com maior perfeição na generosidade abraçando os conselhos evangélicos".

O Papa expressou logo sua esperança de “que o Ano da Fé, que será aberto em 12 de outubro deste ano, no 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, desperte um desejo por parte de toda a comunidade católica americana de se reapropriar, com alegria e gratidão, do tesouro inestimável da nossa fé".

Para concluir Bento XVI disse que "com o enfraquecimento progressivo dos valores tradicionais cristãos, e a ameaça de uma temporada na qual nossa fidelidade ao Evangelho pode nos custar muito caro, a verdade de Cristo não apenas precisa ser compreendida, articulada e defendida, mas proposta com alegria e confiança, como a chave para a realização humana autêntica e para o bem-estar da sociedade como um todo".

11/05/12

Obama desata polêmica no EUA ao apoiar "matrimônio" gay, candidato Romney rebate


WASHINGTON DC, 10 Mai. 12 / 06:21 pm (ACI/EWTN Noticias)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desatou a polêmica nessa nação ao afirmar em uma recente entrevista que "os casais homossexuais deveriam poder casar-se", apesar de que 30 dos 50 estados do país não permitam as uniões de pessoas do mesmo sexo. Por sua parte o candidato Mitt Romney do partido republicano rebateu as afirmações do presidente dizendo que o matrimônio é a união entre um homem e uma mulher.

Em entrevista à cadeia ABC, que foi ao ar na íntegra hoje, Obama disse: "cheguei à conclusão de que é necessário afirmar que, para mim, os casais do mesmo sexo deveriam ter a possibilidade de casar-se".

O mandatário disse ademais que "os americanos gays e lésbicas devem ser tratados com justiça e igualdade" e comentou que por muitos anos pensou que a união civil era suficiente ao legalizar "elementos que todos os demais casais dão por garantido", razão pela qual sempre mantive uma posição espectador a respeito.

Obama respalda assim seu vice-presidente, Joe Biden, que no domingo se pronunciou a favor do mal chamado "matrimônio gay", depois do qual a Casa Branca precisou que se tratava de sua opinião pessoal. Vale recordar que Joe Biden é católico, mas tanto como senador como durante seu mandato de vice-presidente se pronunciou favoravelmente à Sentença Roe vs Wade que aprovou o aborto em todo território nacional e apoiou a pesquisa com células-tronco embrionárias.

Segundo uma recente pesquisa o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos contaria com o apoio de 50 por cento da população, enquanto que 48 por cento considera que o matrimônio está formado pela união natural de um homem e uma mulher.

Além disso, 30 dos 50 estados do país proibem o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, sendo Carolina do Norte o último a unir-se a esta lista ao ter aprovado no dia 8 de maio uma lei que define o matrimônio como a união entre um homem e uma mulher.

De modo similar, no estado de Califórnia, a chamada Proposição 8 que definiu o matrimônio como a união entre um homem e uma mulher contou com o apoio majoritário da população.
Entretanto em 6 de fevereiro deste ano, a Corte de Apelações do Nono Circuito, considerada a mais liberal e antirreligiosa dos Estados Unidos, declarou-a "inconstitucional" e sentenciou que ela não podia ser aplicada no estado.

As organizações que defendem o matrimônio apelaram à Corte Suprema dos Estados Unidos, razão pela qual o "matrimônio" gay ainda não poderá ser implementado em Califórnia.

A decisão da Corte Suprema, que será definitiva mas que tomaria aproximadamente um ano contando desde fevereiro, terá repercussão nacional e decidirá em boa medida o futuro das pressões para equiparar as uniões homossexuais ao matrimônio.

Por sua parte, o candidato republicano para as eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos, Mitt Romney, respondeu às declarações do presidente Barack Obama e assinalou que o matrimônio é uma relação entre um homem e uma mulher.

Em um ato público em Oklahoma e logo depois de conhecer as declarações da Obama, Romney afirmou que "meu ponto de vista que o matrimônio em si mesmo uma relação entre um homem e uma mulher e essa é a minha preferência".

O candidato disse logo que manteve "o mesmo ponto de vista" durante toda a luta pela nominação presidencial republicana, que já tem virtualmente assegurada.

Romney afirmou além disso: "já expressei minha perspectiva, de que não favoreço o matrimônio entre pessoas do mesmo gênero, e não estou a favor de que as uniões civis sejam idênticas ao matrimônio embora não tenham o mesmo nome".

Deste modo e após considerar que poderia aceitar certo tipo de união civil entre pessoas do mesmo sexo, em uma entrevista concedida ontem à cadeia KCNC em Denver filiada à CBS, Romney assegurou que "minha posição é a mesma sobre o matrimônio gay e foi assim desde o começo"  e reiterou que "o matrimônio é uma relação entre um homem e uma mulher. Essa a postura que tive como governador e que tenho hoje".
Apoiando "matrimônio" gay Obama debilita a pedra angular da sociedade que é a família


Cardeal Timothy Dolan
WASHINGTON DC, 10 Mai. 12 / 11:33 pm (ACI/EWTN Noticias)

O Arcebispo de Nova Iorque e Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Cardeal Timothy Dolan, disse que com seu apoio ao "matrimônio" gay o Presidente Barack Obama debilita "a mesmíssima pedra angular da sociedade" que é a família.

O Cardeal respondeu assim ao apoio, que Obama expressou ontem em uma entrevista com a cadeia ABC, ao mal chamado "matrimônio". O mandatário disse que "cheguei à conclusão de que é necessário que afirme que, para mim, os casais do mesmo sexo deveriam poder casar-se".

Em uma declaração feita ontem, o Cardeal americano disse que os bispos "não podem ficar calados ante palavras ou ações que minem a instituição do matrimônio que é a mesmíssima pedra angular da nossa sociedade. O povo deste país, especialmente as nossas crianças, merece algo melhor".

O Arcebispo disse também que a postura de Obama "não surpreende" já que com suas ações neste governo "desprestigia ou ignora o único significado do matrimônio".

Por isso alentou a prosseguir nos esforços para "promover e proteger o matrimônio para assim servir ao verdadeiro bem de todas as pessoas".

A postura de Obama também se viu confrontada pela do candidato republicano Mitt Romney, que disse que "tenho a mesma perspectiva sobre o matrimônio que tive como governador e que já expressei muitas vezes (…) Acredito que o matrimônio é uma relação entre um homem e uma mulher".

Vários analistas políticos disseram que o apoio de Obama ao matrimônio entre pessoas do mesmo sexo não reflete a perspectiva dos norte-americanos e que definitivamente terá um impacto nas eleições presidenciais de novembro.

O presidente do Catholic Advocate, Matt Smith, disse que se a postura de Obama chega a ter êxito "as instituições católicas poderiam ser forçadas novamente a violar nossas crenças".

"Muitos católicos foram enganados pela inteligente retórica política em 2008 (quando Obama ganhou as eleições). Este ano, o recorde anti-católico da administração nacional deveria modificar o voto", considerou Smith.

Atualmente, são 30 os estados (dos 50 que são em total) que proibiram o mal chamado "matrimônio" gay, sendo o último destes Carolina do Norte, onde se aprovou uma medida que defende o matrimônio natural entre homem e mulher

Tony Perkins, presidente do Family Research Council, disse que a decisão de Carolina do Norte evidencia que "redefinir o matrimônio continua estando fora da política norte-americana, especialmente nos estados críticos como campos de batalha e entre os votantes das minorias".

Depois de ressaltar que 10 dos 16 principais estados do país aprovaram emendas para proteger o matrimônio, Perkins disse que o anúncio de ontem de Obama "assegura que o matrimônio será outra vez um assunto fundamental na eleição presidencial"
Bento XVI reconhece virtudes heróicas do Padre Victor de Campanha


VATICANO, 10 Mai. 12 / 04:56 pm (ACI)

O Papa Bento XVI recebeu, na manhã desta quinta-feira, 10, em audiência privada, o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos e autorizou a promulgação de diversos decretos de milagres e de virtudes heróicas, entre eles o do Servo de Deus Francisco de Paula Victor, sacerdote brasileiro nascido em Campanha, Minas Gerais.

Padre Victor de Campanha, como é conhecido, nasceu em 12 de abril de 1827 e morreu na cidade de Três Pontas (MG), em 1905.

Além dessa promulgação, no decreto, o Santo Padre estendeu a toda Igreja o culto litúrgico em honra à Santa Ildegarda de Bingen, inscrevendo-a no catálogo dos Santos. Santa Ildegarda era monja da Ordem de São Bento, nasceu em Bermershein, na Alemanha, em 1089 e morreu em Rupertsberg, Alemanha, em 17 de setembro de 1179.

Segundo o Portal brasileiro Canção Nova Notícias, foram reconhecidos também os milagres atribuídos à intercessão dos veneráveis Servos de Deus Tommaso da Olera (conhecido como Tommaso Acerbis) e Maria Troncatti; e ainda o martírio dos Servos de Deus Federico Bachstein e 13 companheiros da Ordem dos Frades Menores, Raimondo Castaño González e Giuseppe Maria González Solís, Giacomo Puig Mirosa e 18 companheiros da Congregação das Filhos da Sagrada Família de Jesus, dos leigos Maria, Giuseppe e Sebastiano Llorens Telarroja e do italiano Odoardo Focherini.

O Papa reconheceu também as virtudes heróicas dos Servos de Deus Federico Ireneo Baraga, Pasquale Uva, Baldassarre Emanuele Pardal Vidal, Giacomo Sevin, Maria Giuseppa do Santíssimo Sacramento, Miriam Teresa Demjanovich, Emilia Engel, Rachele Ambrosini, Maria Bolognesi e Felice Francesco Giuseppe.